"Não te amo como se fosse uma rosa de sal, topázio ou flecha de cravos que atiram chamas
Te amo como se ama certas coisas escuras, secretamente, entre a sombra e a alma
Eu te amo sem saber como nem quando nem de onde, te amo simplesmente, sem complicações nem orgulho
Assim te amo porque não conheço outra maneira, tão profundamente que tua mão em mim é a minha,
tão profundamente, que quando fecho os olhos contigo eu sonho".
A Dança, Pablo Neruda
Patch Adams (1998)
Transforma tudo em palavras. O que se vê e o que sente. O que se compra e o que vende. Daqui até qualquer outro universo. Com ela a realidade pode parecer mais amena. Mas não menos intensa. Naquele quarto mal iluminado, suas únicas posses eram a mesinha corroída, o banquinho que a acompanhava, o colchão encostado no canto, folhas e mais folhas, o tinteiro e claro, A PENA! Tinha tudo o que precisava.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Como nasce um paradigma
Um grupo de cientistas reuniu cinco macacos numa jaula, em cujo centro colocou uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria (gelada!) nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas. Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi tentar subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que o surraram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada. Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído. Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria: "Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...".
Não faça as coisas em sua vida simplesmente por parecer mais fácil o jeito como todos fazem, só por ser feito de algum ‘senso comum’. Paradigmas estão diretamente relacionados a tabus, preconceitos, falta de atualização e questionamento. Questione-se e faça o que achar necessário!
"Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu" - Provérbio Chinês.
"É mais fácil desintegrar um átomo do que quebrar um paradigma" - Albert Einstein.
Não faça as coisas em sua vida simplesmente por parecer mais fácil o jeito como todos fazem, só por ser feito de algum ‘senso comum’. Paradigmas estão diretamente relacionados a tabus, preconceitos, falta de atualização e questionamento. Questione-se e faça o que achar necessário!
"Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu" - Provérbio Chinês.
"É mais fácil desintegrar um átomo do que quebrar um paradigma" - Albert Einstein.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Não me venha com bom dia

As horas voam. Perco-me no seu tempo e quando olho já se passaram das duas. Johnny me acompanha fiel. O relógio atira seus minutos como dardos em minhas costas. Ele parece querer me mostrar algo que eu intimamente já sabia antes da metade da garrafa. A esta altura dificilmente escuto os passos cambaleantes do último bêbado saindo do bar. Provavelmente bebeu até o último centavo do táxi em umas 4 ou 5 saideiras. Vai escutar todos os palavrões possíveis em casa. Boa coisa! É sinal que conseguiu, de fato, chegar à sua casa.
Aquele tornado de pensamentos joga minhas idéias todas umas contra as outras. E eu estou errado em tudo, eu sei! Você diz que não está certo gostar mais de você. Eu continuo errado! E daquele dia em que me ajoelhei, perdido olhando em seus olhos daquela posição, até hoje em cada canto tem sua poeira. Agora, este mesmo espaço no relógio que reza em minhas costas me atiça em um ménage... Eu, você e o tempo!
Coloco um vinil. Your latest trick e você nem espera que seja. Lembra quando dançávamos juntos até o mundo inteiro sumir. Pois assim eu me viro. Não mais te engano. Mas me engano completamente desde que não mais esteja em seus braços. Um escudo mudo e indestrutível para todas as palavras desde o seu nome. Chegam às seis. Clareou Claire. Os meus olhos continuarão vermelhos até essa dormência ir embora de vez. Eu preciso urgentemente dormir. Mas não vou! Keep Walking...
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Amnésia e as nuvens
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Somente depois de muito tempo sentado, agora qualquer posição me parece desconfortável, percebo que não estava realmente aqui. Minh’alma viajava desgovernada por todos os caminhos por onde passei. Fazendo paradas incessantes, sempre, nos quais errei. A frustração que a acompanha é quase invisível, mas poderosa. Embaça tudo como uma névoa e embaralha teus sentidos. Ao final, o que resta é o aperto na garganta e um gosto amargo com falta de ar, provocando teu instinto. Chego a tentar fazer as contas de quantas vezes atravessei aquela rua, mas continuo perdido pela quantidade e, quando procuro por onde estávamos, seus olhos me vêem a mente. Não penso que ainda posso estar errado. Compro-te um suvenir. A única coisa que posso fazer. Não tem a cor que eu queria, nem o preço que meu bolso pode pagar, mas eu preciso calar o vendedor na tentativa sã de lembrar o número de nosso apartamento. Becos, travessas, ruas, de terra, pedras ou asfalto, eu não imagino quanto tempo já se passou. Não consigo ouvir o que as pessoas dizem e se consigo não entendo. Isso me faz lembrar porque errei. Mas não me faz levantar a cabeça e ver o caminho por onde você saiu. E perdido continuo. Solidão não cura com aspirina! São as nuvens...
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