terça-feira, 14 de setembro de 2010

Não me venha com bom dia


As horas voam. Perco-me no seu tempo e quando olho já se passaram das duas. Johnny me acompanha fiel. O relógio atira seus minutos como dardos em minhas costas. Ele parece querer me mostrar algo que eu intimamente já sabia antes da metade da garrafa. A esta altura dificilmente escuto os passos cambaleantes do último bêbado saindo do bar. Provavelmente bebeu até o último centavo do táxi em umas 4 ou 5 saideiras. Vai escutar todos os palavrões possíveis em casa. Boa coisa! É sinal que conseguiu, de fato, chegar à sua casa.

Aquele tornado de pensamentos joga minhas idéias todas umas contra as outras. E eu estou errado em tudo, eu sei! Você diz que não está certo gostar mais de você. Eu continuo errado! E daquele dia em que me ajoelhei, perdido olhando em seus olhos daquela posição, até hoje em cada canto tem sua poeira. Agora, este mesmo espaço no relógio que reza em minhas costas me atiça em um ménage... Eu, você e o tempo!

Coloco um vinil. Your latest trick e você nem espera que seja. Lembra quando dançávamos juntos até o mundo inteiro sumir. Pois assim eu me viro. Não mais te engano. Mas me engano completamente desde que não mais esteja em seus braços. Um escudo mudo e indestrutível para todas as palavras desde o seu nome. Chegam às seis. Clareou Claire. Os meus olhos continuarão vermelhos até essa dormência ir embora de vez. Eu preciso urgentemente dormir. Mas não vou! Keep Walking...

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