
Por muito menos que um suspiro já me atirei naquele rio escuro, louco e tão veloz que acordei com gosto de barro na boca. Não estava tão a fim de fazer as malas, então simplesmente me mudei. Pra onde quer que seu sorriso me impeça de correr. Paralisante como seu jeito de me acordar em um domingo já calmo. E ansioso fico quando nele não te vejo. Será Amelie?
Agora estás por aí, vagando assim como eu. E nesse instante, como em qualquer outro, me pego pensando em você. No que foi e no que poderia ter sido. Como olhar e moldar as nuvens de algodão. Foi, mudou. Tamanha é a minha vontade de te contar tudo o que aconteceu naquela viagem que a gente nunca fez. Pois é. Não quero mais fazê-las sozinho. É só me dar a mão.
E se, por qualquer desavença nossa com o tempo, este não quiser que a gente vá, então sempre poderemos fugir. Soa ainda mais divertido. Para onde ninguém nos conheça. Um lugar onde o mundo passa a ser somente eu e você! Preparo-te aquele café com ovos mexidos de outras manhãs. Sentamos os dois na rede da varanda e escutamos cada pingo de chuva. E sentimos frio juntos. Porque tanto assim, quero sentir todo o resto junto de ti!
Jé li mil vezes e em cada uma penso em algo diferente. São mil frases que tenho a dizer que não conseguem fazer sentido algum. Semelhante ao que acontece com a gente: ninguém explica, tampouco nós. Só sei da vontade que tenho da chuva, de te acordar aos domingos, de ouvir as NOSSAS músicas e de te escrever. Mas aí vem a racionalidade da vida moderna e transforma tudo em nostalgia. Ainda bem que existem as fugas e que a gente, de vez em quando, finge que o resto do mundo não existe....
ResponderExcluirEu tenho minhas 'Alices'. As suas são ' Amelies'. Pois é, sempre elas...
ResponderExcluirQue bonito. :)
ResponderExcluirGostei tembém. =)
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