domingo, 25 de julho de 2010

Schrödinger's cat



É como lutar contra a gravidade, sabe? Você sempre vai cair de cara no chão!

Naqueles tempos eu ainda acreditava que poderia dar certo. Tudo fica embaçado, turvo, embriagado. Você espera que tudo dê completamente certo, sem arestas para se aparar e sem espaços para o que possa dar errado. O tempo está bom, os dias passam na sua precisa velocidade e você está completamente satisfeito com o som, as cores e o cheiro de tudo. Pois é, você está apaixonado! Você simplesmente esquece que este seu desejo não comanda nem um outro e é extremamente individualista. Ele lhe tira a razão, o senso de direção e todo e qualquer sono, mesmo que seja o seu miserável sono de algumas poucas horas num final de madrugada. Esta razão é seu pior inimigo. É seu primeiro combate e uma vez vencido não resta nada o que fazer. Assim fico. Mão no queixo, à espera. Olhos grudados em uma foto sua. O pensamento voa, o coração dispara como uma bala e não vê quando chega perto. É a rapidez do sonho. Já atinge o alvo sem que conte até três. Não é possível voltar atrás. Desta caminhada o que se pode é virar. Pena que todas as esquinas me levem de volta. Voltas e mais voltas necessárias para que você tenha um minuto de vantagem. Não é muita coisa, eu sei, mas pode-se amedrontar. Sabe-se que, de toda maneira, é claro que precisamos ver no que vai dar. Ah, eu não quero saber agora! Eu quero a conveniência por enquanto. E assim pensar que ainda tenho uma gatinha na caixa! Cara esperto esse Schrödinger viu...

“IT’S FUNNY HOW FALLIN’ FEELS LIKE FLYIN’
FOR A LITTLE WHILE”

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