segunda-feira, 5 de julho de 2010

Talvez


Em meus sonhos ainda volto aos dias em que posso lhe rever. São poucos e hoje ainda uma névoa me atrapalha. Sem enxergar tudo claramente posso, mesmo que por instantes, te perder num estalar dos dedos. Na luta por ficar mais um pouco te olhando eu não me entrego. Corro, torço e forço todas as pontas para que, vez ou outra, você sinta meu coração. Não consigo dizer nada. É como tentar gritar pelo vidro a prova de som. Se nos vejo no parque não quero te perder, se na praça não quero te deixar e mesmo quando não te vejo ainda penso no que poderia. E como eu queria te abraçar. Olhar em seus olhos e dizer: É aqui que você deve ficar! Agora, espero por mais coragem. Ou mais força quem sabe. É possível que nos esbarremos por algum canto. Não é provável e isso me entristece e me tira o ar. Assim, acordo de um pulo e suando por todo o esforço que precisava de mais um segundo do seu olhar.

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