sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Apenas mais uma de amor



Não parta sem que antes eu possa dizer aquilo tudo por que sonhei. Qualquer dia destes me encontre na sua estação. E eu sei que esse trem já se foi há muito tempo. Eu não sigo qualquer horário, mas sempre me pego na tentativa inocente e vã de desencontrar nossos olhares. É impossível ou alguém é capaz? Passo horas no espaço de seus olhos, claros como o céu mais limpo. Entre brisas, o som do mar e o seu cabelo, me vem logo a vertigem de que eu não sou daquele lugar. Mas na verdade nem me importa. Qualquer lugar fica maravilhoso ao seu lado. Faz do inferno um leve sopro quente e do ártico um bom lugar pra se abraçar! Esquenta-me amor, que agora eu posso ficar. Só tenha cuidado. Coração de pano não quebra, mas é altamente inflamável.

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