
Sempre insatisfeito, quase nunca só com uma coisa, lamento não agradecer pessoalmente. O momento é bom para expressar muito e repensar um pouco. Nem todo o ouro do mundo compraria meus minutos mais preciosos. E se, por um mero acaso, não lhe interessa, é aconselhável que pare imediatamente. Bons tempos, com gesso na perna por mais de uma vez o mesmo osso quebrado. Também alguns e outros pontos, visíveis ou não. Aos meus dois melhores amigos devo minha vida em fortuna. Paixões verdadeiras e um amor pra vida inteira. Nunca lhes poupei elogios nem meu esforço e não há do que se arrepender. Entre todos os erros e acertos tive o que pedi. Corri sempre que as pernas agüentaram. E se não corri, fiquei e lutei. Às vezes até perdido. E assim permaneci por alguns tempos. Sempre tendo noção de onde era o meu norte. Deste pouco que sou me fiz produto do gosto irrefutável dele e dela. Diz pra mãe que amo sim o seu frango com arroz. E toda e qualquer outra coisa que ela faça. Pede desculpas pro pai por ter sentado no lugar errado do ônibus. E que sentirei falta de sua companhia invisível e onipresente. Se por algum erro na contagem ainda estiver por aqui, diga a todos que continuarei fazendo tudo da mesma maneira que sempre fiz. Com amor no salto do peito. Diz também que cheguei bem e que já estou indo dormir. Só morri por um instante.
Está se revelando um ótimo escritor. Muito bom o texto. Espero ler mais!
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