
Força de titã é necessária pra que eu pare meus movimentos que sempre querem ir de encontro a você. Contar-te porque passei aquela noite simplesmente te olhando. Você num céu cheio de estrelas em que cada uma seja bolinha de teu vestido. Me pego em pensamentos claros como seu sorriso e não mais o mundo me encontra. A música que toca não tem a menor chance contra teu olhar. E eu não me importo mais com ela ou qualquer outra coisa que seja. Se ao menos eu pudesse te contar. Quando foi que isto me impediu?! Ah, aquela tal maldita força.
Deitado na grama ou perdido em passos tortuosos por entre caminhos antes conhecidos eu não parei. Fico girando em um único e desolado compasso onde sequer recordo a tua direção. Naquela rua de pedras esquecidas onde as árvores se inclinam por cima tentando com movimentos certeiros esconder o teu brilho. Quase atingem umas as outras em um conluio de esforços. Sempre em vão!
E agora que fico mais novo a cada anoitecer, corro por onde possamos nos encontrar novamente. Paro em todo canto pensando que posso ter visto teu relance. Eram somente os diamantes brilhando naquele teu céu. Ofuscando toda e qualquer paródia do gostar singelo que meu apreço imaginou oferecer alguma outra vez. E mesmo que ainda não, nem este pouco, continuo por aí. A espera que um dia, por mais imprevisível, ainda assim minha força não seja mais contrária. Será uma força que lhe trará a chuva torrencial. De um sentimento sem igual.
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